De 480 para 211 anos: saiba por que a pena de João de Deus foi reduzida pela metade

O líder religioso João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, teve nesta semana a soma de suas condenações por crimes sexuais reduzida de quase 480 anos de prisão, em primeira instância, para 211 anos e 1 mês. A mudança na pena ocorreu após o julgamento de recursos no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que reconheceu casos de prescrição, decadência do direito de representação, arquivamentos e revisões de penas anteriormente aplicadas, além de acolher teses apresentadas pela defesa. Por que a pena de João de Deus foi reduzidaA principal explicação para a queda de 480 para 211 anos nas condenações de João de Deus está na revisão dos processos em instâncias superiores. O TJ-GO acolheu parcialmente recursos da defesa, reconhecendo fatores como prescrição, decadência do direito de representação e até mesmo o arquivamento de ações. Na prática, isso significa que parte dos crimes não pôde mais ser punida devido ao tempo transcorrido ou à ausência de manifestação formal das vítimas dentro do prazo legal. Além disso, algumas sentenças tiveram penas reduzidas após reavaliação judicial. Entre os casos mais relevantes, uma condenação superior a 50 anos caiu para cerca de 9 anos, enquanto outro processo com previsão de mais de 56 anos foi arquivado. Também houve redução significativa em outras penas, impactando diretamente o total final. João Teixeira de Faria ganhou notoriedade nacional e internacional por atuar como líder espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, localizada em Abadiânia. Ele realizava atendimentos conhecidos como “cirurgias espirituais”, atraindo milhares de pessoas em busca de cura. As denúncias vieram à tona em 2018, após relatos de vítimas serem exibidos no programa Conversa com Bial, da TV Globo. A partir daí, o caso ganhou repercussão nacional e internacional, levando dezenas de mulheres a procurarem o Ministério Público. Ao todo, João de Deus chegou a responder a 16 denúncias relacionadas a crimes como estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Além disso, houve outros processos, incluindo um por posse irregular de arma de fogo — pelo qual há condenação definitiva.
Venezuelana é morta na frente da filha e ex é preso suspeito do crime, em Caiapônia

Vítima tinha medida protetiva contra o suspeito, que confessou o crime após tentar fugir da polícia. Uma mulher de 28 anos foi morta na frente da filha de 8 anos em Caiapônia, no oeste de Goiás. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que foi preso em flagrante após tentar fugir. Segundo a Polícia Militar, a vítima, identificada como Jhorlianny José Sanchez Gil, já possuía uma medida protetiva contra o suspeito. O caso é investigado como feminicídio. De acordo com a polícia, o homem relatou que discutiu com Jhorlianny antes do crime. Em seguida, foi até a casa dela, entrou no imóvel e a atacou com uma faca, fugindo logo depois. Uma vizinha contou que ouviu gritos vindos da residência e foi até o local. Ao entrar, encontrou a vítima caída no chão e acionou a polícia. Durante o deslocamento da equipe, os policiais identificaram um veículo em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação da viatura, o motorista tentou fugir, mas foi abordado. Ainda conforme a corporação, o suspeito confessou o crime e disse ter descartado a faca utilizada em uma área de mato próxima à casa da vítima. Quando os policiais chegaram ao imóvel, Jhorlianny já estava sem vida. A filha dela, que presenciou o crime, conseguiu fugir e buscar ajuda na casa de uma vizinha, que ficou responsável pela criança. Vítima buscava recomeço no Brasil De origem venezuelana, Jhorlianny vivia no Brasil há cerca de dois anos e meio. Ela trabalhava em um posto de combustíveis em Caiapônia e, antes disso, atuava em uma loja de sapatos em seu país de origem. Familiares relataram que ela veio ao Brasil em busca de melhores condições de vida e para garantir um futuro mais digno para os filhos. A mulher também tinha outro filho, que permanece na Venezuela com o pai. Segundo relatos, o relacionamento com o suspeito durou cerca de um ano e havia terminado meses antes do crime. A defesa do suspeito não foi localizada.
Irmão da prefeita de Iporá é preso por descumprir medida protetiva em meio a disputa de herança milionária

A defesa do suspeito nega o descumprimento da medida. A família enfrenta uma disputa de uma herança milionária, avaliada em R$ 60 milhões O empresário Maurício Peres da Cunha, irmão da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, foi preso em flagrante na segunda-feira (4/5) suspeito de descumprir uma medida protetiva que o impede de se aproximar da própria mãe, Doralice Francisca Peres Cunha. O caso ocorreu às margens da GO-060. O suspeito nega ter violado a medida. A família enfrenta uma disputa de uma herança milionária, avaliada em R$ 60 milhões. A reportagem tentou contato com a mãe da prefeita, mas as ligações não foram recusadas. A reportagem também tenta falar com a prefeita de Iporá. O espaço está aberto para manifestação. De acordo com registros da Polícia Civil, a corporação foi acionada após Doralice relatar a presença de um drone sobrevoando o rebanho na propriedade onde reside. Durante a abordagem, o filho dela foi localizado em uma caminhonete, acompanhado de outro homem. No veículo, os policiais encontraram um drone, além de equipamentos como controle, baterias e carregador. Ainda segundo a Polícia, Maurício afirmou que esteve no local para registrar imagens do gado, alegando suspeitar de vendas irregularidades envolvendo bens do espólio familiar. Os policiais, no entanto, consideraram que a presença dele nas imediações da fazenda configura violação da medida protetiva em vigor, que restringe a aproximação tanto da mãe quanto de propriedades vinculadas a ela. A prisão foi confirmada pelo delegado Ramon Queiroz, e Maurício foi encaminhado à unidade prisional de Iporá. O caso foi enquadrado como infração ao artigo 24-A da Lei Maria da Penha. O que diz a defesa A defesa contesta a versão e sustenta que não houve descumprimento da ordem judicial. Segundo os advogados, o episódio está ligado a um conflito pela divisão de uma herança estimada em cerca de R$ 60 milhões. Eles afirmam que Maurício estava a uma distância superior a 1,5 km do curral e utilizou o drone exclusivamente para acompanhar a situação do patrimônio, sem intenção de vigiar familiares. Os advogados também alegam que o empresário agiu dentro de seu direito como herdeiro e classificam a prisão como indevida. Além disso, afirmaram por meio de nota que a inventariante, Doralice, e a prefeita Maysa Cunha teriam autorizado a venda de animais pertencentes ao espólio sem autorização judicial. Essas acusações, contudo, fazem parte apenas da versão da defesa e não constam como parte da investigação policial.
DECISÃO

Mãe e filho condenados por morte de adolescente em frente a colégio de Anápolis As penas serão aplicadas em regime fechado. Os sentenciados seguem presos A Justiça de Goiás condenou mãe e filho acusados de matar o adolescente Nicollas Lima Serafim durante uma briga entre estudantes no Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, em Anápolis. Conforme a decisão, publicada na quarta-feira (29/4), Kaio Rodrigues Matos foi condenado a 29 anos e 7 meses de reclusão, enquanto a mãe dele, Maria Renata das Mercês, foi sentenciada a 40 anos de prisão. As penas serão aplicadas em regime fechado. A sentença considerou a prática de múltiplos crimes, como homicídio e tentativa de homicídio, e determinou a manutenção da prisão dos réus. Além das penas, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 150 mil para a família do adolescente assassinado e de R$ 75 mil para cada sobrevivente do ataque. Entenda o crime De acordo com o processo, o fato teve início após um desentendimento entre adolescentes motivado por ciúmes. Um menor, identificado como G.S., namorava uma estudante e passou a ter conflitos com um colega de escola, J.G, por conta de ciúmes. Após a situação, Kaio — irmão de J.G. — começou a trocar ameaças com a G.S.. Dias depois, ele foi até a escola acompanhado da mãe, Maria Renata, levando uma faca e um martelo. No local, houve confronto físico entre os envolvidos. Durante a ação, o estudante Nicollas Lima Serafim foi atingido por golpes de faca e morreu. Outros dois adolescentes ficaram feridos, foram socorridos e sobreviveram. PorJessica Santos
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Goiás confirma primeiro caso de Febre Oropouche Paciente apresentou sintomas leves e já está curado, mas diagnóstico de transmissão local e reforça importância do diagnóstico Um homem que mora em Anápolis é o primeiro caso confirmado de febre Oropouche em Goiás. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29/4) pela subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim. O paciente buscou atendimento com sintomas típicos de arboviroses, e, após exames, foi constatada a doença viral. O homem já está curado e sendo monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde. Em Anápolis, a investigação epidemiológica confirmou que o caso é autóctone, ou seja, a contaminação ocorreu dentro do município, e não em viagem. O paciente deu entrada na unidade de saúde em 24 de março, apresentando febre, tontura e manchas na pele (exantema). Após a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis e a SES/GO intensificaram as ações de controle. O Diretor de Vigilância em Saúde de Anápolis, Daniel Soares, reiterou que as equipes de Zoonoses e Vigilância Sanitária já estão monitorando áreas de risco e combatendo a presença do mosquito transmissor na cidade. Vigilância A confirmação é fruto de uma estratégia de “vigilância laboratorial ativa” que o Estado de Goiás vem desenhando desde 2023. Segundo Flúvia, o Laboratório Central de Goiás (Lacen-GO) passou a testar sistematicamente para Oropouche todas as amostras que apresentavam resultado negativo para Dengue, Zika e Chikungunya. “Com essa vigilância laboratorial ativa, conseguimos identificar o nosso primeiro caso agora em 2026. Foram mais de 6 mil amostras processadas até chegarmos a este diagnóstico em Anápolis”, detalhou Flúvia. “Não é motivo para pânico. No Brasil, em 2025, foram cerca de 12 mil casos, o que mostra que a doença já está espalhada. Nosso foco agora é informar profissionais de saúde e a população para garantir o diagnóstico correto e entrar com as medidas de controle para evitar grandes dispersões”, finalizou Flúvia. Histórico e dispersão nacional O histórico da doença no Brasil revela uma mudança de comportamento do vírus. Identificado pela primeira vez no país em 1960, durante a construção da rodovia Belém-Brasília, o vírus Oropouche permaneceu por décadas restrito a surtos esporádicos na região amazônica. Contudo, Flúvia Amorim pontua que, a partir de 2023, houve uma dispersão acelerada para outras regiões. “Mudanças climáticas, aquecimento global e o desmatamento propiciam a saída desses vírus das regiões silvestres de mata. Além disso, o trânsito intenso de pessoas faz com que um problema em qualquer lugar do mundo se torne um problema global rapidamente”, alertou a subsecretária.
Operação contra lavagem de dinheiro cumpre mandados em Goiânia e Aparecida

Seis pessoas foram presas e mais de R$ 513 milhões em bens foram bloqueados durante a operação. Por Wendel Gomes Publicado em 27/04/2026 Uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado também tem desdobramentos em Goiânia e Aparecida de Goiânia, onde alguns dos investigados residem. A ação, chamada Operação Contaminatio, foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (27). Ao todo, seis integrantes de uma organização criminosa foram presos. Segundo a polícia, o grupo atuava na infiltração em prefeituras para facilitar a circulação de dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas. Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. As diligências são conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes e ocorrem em diversas cidades do país, incluindo municípios de São Paulo, além de Brasília e Londrina. A investigação é um desdobramento de uma operação realizada em agosto de 2024, quando a apreensão de dispositivos eletrônicos revelou um esquema estruturado de movimentação financeira ilegal.
Em Goiás, agressores de mulheres vão ter que pagar pelo uso da tornozeleira eletrônica, anuncia Daniel Vilela

Governador encaminha à Assembleia Legislativa projeto de lei que imputa aos monitorados o custo pelo uso dos equipamentos eletrônicos, além de blindar as vítimas de violência doméstica de despesas O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), encaminhou nesta quinta-feira (23/4) à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um projeto de lei que determina que agressores de mulheres passem a arcar com os custos do uso de tornozeleiras eletrônicas e dos equipamentos de segurança destinados às vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta foi divulgada pelo chefe do Executivo em suas redes sociais, onde ele resumiu o objetivo da medida como uma forma de responsabilizar financeiramente quem comete crimes. Segundo Vilela, a iniciativa busca reforçar a lógica de que “quem comete o crime também deve assumir os custos”, além de reduzir despesas do Estado com o monitoramento de pessoas sob medidas judiciais. O texto enviado ao Legislativo altera a Lei estadual nº 21.116, de 5 de outubro de 2021, que já previa a cobrança pelo uso de equipamentos de monitoração eletrônica por presos, acusados ou condenados em Goiás. Com a mudança, o projeto estabelece de forma mais ampla o custeio obrigatório pelo agressor não apenas da própria tornozeleira, mas também dos dispositivos de proteção utilizados pelas vítimas, como os sistemas de segurança e monitoramento. Na prática, a proposta garante que mulheres protegidas por medidas judiciais não tenham qualquer custo relacionado aos equipamentos de segurança, com o governo afirmando haver uma blindagem de seu patrimônio pessoal e de seus dependentes contra cobranças decorrentes de inadimplência do agressor. Ao mesmo tempo, os autores de violência doméstica passariam a assumir integralmente os custos do monitoramento próprio e da vítima. O governo argumenta que a mudança não cria nova despesa pública, uma vez que os custos operacionais do sistema já são suportados pelo Fundo Penitenciário Estadual (Funpes). A proposta, segundo o Executivo, também pode ampliar a arrecadação vinculada à compensação financeira prevista em lei. Atualmente, a Polícia Penal de Goiás gerencia cerca de 10 mil tornozeleiras eletrônicas e 625 botões do pânico, utilizados em casos de violência doméstica. O sistema envolve não apenas os equipamentos, mas também softwares de monitoramento, infraestrutura de comunicação de dados e equipes especializadas. Cada tornozeleira eletrônica tem custo mensal de R$ 316,83 aos cofres públicos. O acompanhamento é feito pela Seção Integrada de Monitoração Eletrônica (Sime), que opera 24 horas por dia com tecnologia de rastreamento e vigilância em tempo real. O setor também é responsável pela instalação dos dispositivos, pela gestão dos monitorados e pela distribuição dos botões do pânico às vítimas. Segundo o governo estadual, o sistema de monitoramento eletrônico também contribui para a prevenção de crimes violentos, a redução de tentativas de fuga e fraude e o auxílio na elucidação de delitos, ao permitir acompanhamento contínuo de pessoas sob restrição judicial.
Garota de programa é morta após briga por R$ 30 em Aparecida; cliente fica ferido

Homem foi indiciado por homicídio, apesar de alegar legítima defesa Uma garota de programa foi morta após iniciar briga com um cliente, que ficou ferido, em Aparecida de Goiânia. O desentendimento ocorreu apõs diferença na cobrança pelo serviço. Apuração da Polícia Militar (PM) aponta que Mariele Vitória Pires Lemes cobrou R$ 230, valor contestado pelo investigado, o qual afirmou que o combinado era pagar R$ 200. A discussão sobre os valores logo desencaderam uma luta corporal entre os envolvidos. O homem afirmou que Mariele sacou uma faca e o atacou ao ser questionada. Mesmo ferido, o investigado teria desarmado a garota de programa e revidado a agressão com a mesma arma branca. Ao cessar as agressões, o cliente acionou a PM e o socorro médico, sendo localizado caído próximo ao portão da residência onde o programa foi realizado no Bairro Independência. O suspeito foi socorrido e, em seguida, encaminhado ao hospital, onde permanece internado, de acordo com a corporação. Mariele, por outro lado, teve a morte confirmada ainda no local. Mesmo alegando legítima defesa, o jovem foi indiciado pela Polícia Civil (PC) por homicídio simples. Caso condenado, a pena pode chegar a 20 anos de reclusão. Por: Pedro Moura
Operação Destroyer prende 129 e bloqueia R$ 235 milhões em Goiás

O Governo de Goiás divulgou, ( o balanço da Operação Destroyer, realizada pela Polícia Civil, que resultou no cumprimento de 129 mandados de prisão nos últimos 50 dias e no bloqueio de mais de R$ 235 milhões em bens de organizações criminosas. Apenas na terça-feira (14/4), durante a fase mais recente da ação, 51 pessoas foram presas. “Vamos seguir avançando até extirpar quaisquer facções criminosas existentes em nosso estado”, assegurou o governador Daniel Vilela. Na fase atual, as ações se concentraram nos municípios de Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. No entanto, o trabalho será agora ampliado para todas as regionais da Polícia Civil, passando a ter caráter permanente. O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, reforçou a abrangência do combate ao crime. “Nosso trabalho não cessará até que tenhamos eliminado todas as facções, pequenas ou grandes, em território goiano”, afirmou. A primeira etapa da Destroyer teve início em 2023, com 123 operações deflagradas e 228 investigações concluídas e remetidas ao Poder Judiciário. Já a segunda etapa, com monitoramento em nível de inteligência estratégica, teve início neste ano de 2026 e está em sua quarta etapa. O delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde – 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Jorge Mesquita, explicou que a operação teve origem em uma investigação sobre o aumento no número de homicídios no município. “Os chefes da facção identificavam traficantes que não pertenciam à organização, invadiam suas casas e os obrigavam, por meio de violência, a comprar ou comercializar drogas fornecidas pelo grupo, forçando sua adesão à facção”, detalhou.
Guarda compartilhada concedida em 24 horas pela DPE-GO garante direito à saúde de criança com pais no exterior

Em apenas 24 horas, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) obteve decisão que garantiu o direito à saúde de uma criança cujos pais residem no exterior. Após procurar a DPE-GO no dia 30 de março, Lucieni Maria de Almeida, de 50 anos, obteve a guarda compartilhada do neto, Rangel Sena Almeida Sousa, de dois anos. A medida foi implementada com urgência, tendo em vista que a criança deveria ser submetida a procedimento cirúrgico agendado para o dia 1º de abril. A cirurgia só poderia ser realizada se a avó tivesse a guarda judicial. A decisão que determinou a concessão da guarda à avó foi publicada em 31 de março. A articulação conjunta com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Conselho Tutelar, responsável por verificar as condições de cuidado da criança, assegurou que o vínculo de afeto fosse reconhecido legalmente a tempo da cirurgia. O caso foi conduzido pelo coordenador do Núcleo Especializado em Atuação Extrajudicial, o defensor público Bruno Malta, que reforça a importância da atuação. “Esse caso demonstra a agilidade e a eficiência da atuação extrajudicial da Defensoria Pública, a desburocratização do atendimento e a importância dessa articulação entre todas as instituições envolvidas”, aponta. Entenda o caso Lucieni decidiu procurar a Defensoria quando foi informada de que precisava da guarda para garantir a cirurgia do neto, diagnosticado com hérnia inguinal. “No começo eu não sabia o que fazer, pois só falaram que seria possível realizar pelos pais. Contei que os pais estavam longe e eu que cuidava, aí me orientaram que, se eu conseguisse a guarda, eu entraria com ele”, relembra. “Pensei que ele perderia a cirurgia”, conta. E se a cirurgia fosse adiada, o caso do neto se agravaria. “Essa cirurgia em específico, se demorasse mais, futuramente talvez ele não poderia ter mais filhos”. A avó materna passa a figurar como guardiã da criança para todos os fins, autorizada a praticar todos os atos de representação e assistência necessários ao bem-estar do neto, garantindo que o cuidado e a saúde não sejam mais interrompidos pela distância geográfica dos pais. “Agora, tendo a guarda também, posso me responsabilizar por ele e tomar a frente de tudo o que antes eu tinha que passar para os pais me ajudarem”.