Homem mata namorada após discussão em bar de Bela Vista; feminicídios em Goiás chegam a 40

O autor disse que cometeu o crime porque ficou com ciúmes da namorada Uma mulher morreu após ser esfaqueada pelo namorado na madrugada de segunda-feira (1/6), em Bela Vista de Goiás, cidade que fica na região Metropolitana da capital. A morte dela eleva para 40 o número de feminicídios registrados somente neste ano no território goiano. De acordo com o relato de testemunhas, Nayara Cardoso dos Santos estava com o namorado, de primeiro nome Alexandro, e um grupo de amigos em um bar que fica no Setor Las Vegas. Durante a madrugada, o casal começou a discutir. Quando eles batiam boca, o namorado sacou um canivete da cintura e deferiu dois golpes na barriga da companheira. Ele fugiu em seguida. Mesmo socorrida, Nayara morreu pouco tempo após dar entrada em uma unidade hospitalar. Depois do feminicídio, de acordo com a Polícia Civil, Alexandro telefonou para uma irmã e contou que tinha esfaqueado a namorada após uma crise de ciúmes, provocada pelo fato de ela estar conversando com outros homens. A vítima fatal deixa três filhos e uma neta. Policiais civis e militares fazem buscas pelo suspeito de ter praticado o crime. Até o início da tarde, o homem não tinha sido localizado. Por: Aulus Rincon
Quem vai?

Nudismo em cachoeira na Chapada dos Veadeiros causa polêmica nas redes: “desnecessário isso” Veja como vai funcionar a área exclusiva para praticantes de naturismo na Cachoeira do Segredo A partir de junho, os praticantes do naturismo terão uma nova opção em Goiás: a Cachoeira do Segredo, em Alto Paraíso de Goiás, terá uma área exclusiva de nudismo. O espaço na Chapada dos Veadeiros, que promete oferecer privacidade aos adeptos da prática, sem interferir na experiência tradicional de outros visitantes, já tem dado o que falar nas redes sociais. “Acho uma prática desnecessária num lugar maravilhoso”, comentou um internauta no Instagram. “Se não gosta, não vá, não faça. Só aceite e respeite“, respondeu outro. Outros fizeram graça com a situação. “Não dar pra ver nada mesmo, a água é tão gelada que o p* some” e “Pena que a água é gelada, queria essa moda em Caldas Novas“, foram alguns comentários. A iniciativa prevê a criação de uma piscina natural específica para o naturismo, que será devidamente reservada e sinalizada como “Piscina do Nudismo”. A ideia é organizar a prática dentro de um ambiente controlado, garantindo respeito entre os visitantes e preservando o caráter familiar das demais áreas da cachoeira. “Até parece que alguém conseguiria entrar nessa água gelada sem roupa”, comentou um perfil no X. “Se essa ja era uma das minhas cachoeiras preferidas, agora será ainda mais”, “triste é falar de moralismos da nud3z em cachoeiras, mas tirar a roupa para o marido da amiga”, “já fui em praias assim, e juro, ninguém da um pingo de trabalho” e “pelo que eu entendi, ninguém vai ser obrigado a ir”, foram outros comentários. Para utilizar o espaço de nudismo na Cachoeira do Segredo, os turistas precisarão seguir algumas normas. Entre as principais regras estão: ter mais de 18 anos; não entrar com câmeras fotográficas ou qualquer equipamento de captação de imagem e evitar o uso de celulares dentro da área reservada. Por: Fabricio Moretti/Imagem: Ilustrativa
Menina de 8 anos é atacada por onça-parda durante aniversário em Alto Paraíso de Goiás

Onça chegou a atacar o guia, que entrou em luta corporal com o animal junto do pai da menina para salvá-la Uma criança de 8 anos precisou ser hospitalizada depois de ser atacada por uma onça-parda durante um aniversário próximo a uma cachoeira na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás. A menina teve ferimentos nos braços e no rosto, sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e, posteriormente, encaminhada ao hospital pelo Corpo de Bombeiros na última quinta-feira (14). Horas depois, a vítima foi transferida para o Hospital Base de Brasília, região onde mora com a família. A menina estava acompanhada dos pais, um irmão e o funcionário da fazenda no momento do ataque em um atrativo particular no Santuário Volta da Serra. O guia e o pai da menina chegaram a entrar em luta corporal com o animal para salvar a criança. De acordo com os bombeiros, ao soltar a criança, a onça chegou a atacar o funcionário, que arremessou uma mochila no predador para se defender. O felino fugiu para a mata depois de morder o objeto. Em nota divulgada à imprensa, a instituição informou que a onça-parda estava sobre uma árvore no momento em que foi avistada e que acompanha o incidente de perto, dando apoio a família (veja nota completa abaixo). Nota Santuário Volta da Serra “O Santuário Volta da Serra, na região da Chapada dos Veadeiros, informa que está acompanhando de perto o incidente ocorrido na tarde desta quinta-feira (14), na região da Cachoeira do Cordovil, envolvendo uma criança de 8 anos e um exemplar de onça-parda em área de natureza preservada. A criança recebeu atendimento imediato e segue acompanhada pela família e pelas equipes responsáveis em Brasília. Desde o momento em que a criança deu entrada no Hospital Municipal de Alto Paraíso de Goiás, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tem prestado todo o suporte necessário, garantindo o pronto atendimento e a rápida transferência para o Hospital de Base de Brasília, em uma ação ágil e integrada das equipes de saúde. As informações preliminares indicam que o animal estava sobre uma árvore no momento em que foi avistado. Especialistas ressaltam que a onça-parda possui comportamento predominantemente arredio e que reações defensivas podem ocorrer diante de aproximações inesperadas, especialmente em ambientes naturais de mata. Para Marcello Clacino, turismólogo e coordenador do Busca e Salvamento da Chapada dos Veadeiros, a presença de fauna silvestre é característica das áreas de preservação ambiental da região e representa um importante indicativo de equilíbrio ecológico e conservação do bioma Cerrado. Segundo ele, a ocorrência de animais de grande porte integra a dinâmica natural de ecossistemas preservados e exige atenção permanente às orientações de segurança durante experiências de turismo de natureza e aventura. Desde o ocorrido, o empreendimento iniciou a revisão e o reforço dos protocolos de visitação, sinalização e orientação preventiva aos visitantes, em alinhamento com profissionais especializados e órgãos competentes. O Santuário reafirma seu compromisso com a segurança dos visitantes, a preservação ambiental e a condução responsável das atividades de ecoturismo, mantendo colaboração integral com as autoridades e equipes técnicas envolvidas no acompanhamento do caso”.
Governo de goiás vai investir r$5,1 milhões em bicicletas elétricas para agentes de saúde

O Governo de Goiás abriu uma licitação para comprar bicicletas elétricas que serão usadas por agentes comunitários de saúde em todo o estado. O investimento previsto é de R$ 5,1 milhões e tem como objetivo facilitar o deslocamento dos profissionais durante visitas domiciliares, principalmente em regiões afastadas ou de difícil acesso. A proposta é tornar o atendimento mais rápido, reduzir o esforço físico dos trabalhadores e ampliar a cobertura nos 246 municípios goianos, embora ainda não tenha sido divulgada a lista das cidades que receberão os equipamentos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o pregão eletrônico acontece no dia 12 de maio, às 9h, em formato online, permitindo que empresas disputem o fornecimento por meio de lances. O modelo adotado será o de registro de preços, possibilitando que o Estado adquira as bicicletas de forma gradual, conforme a necessidade dos municípios, ao longo de até 12 meses. Os equipamentos devem ser do tipo urbano, com motor elétrico, autonomia mínima de 25 quilômetros por carga e itens de segurança como farol de LED, alarme, retrovisores e sistema de corte do motor ao acionar os freios. A iniciativa faz parte de uma estratégia já iniciada pelo governo estadual, que anteriormente entregou bicicletas elétricas a equipes de saúde com avaliação positiva dos profissionais. A expectativa é melhorar o acompanhamento de idosos, gestantes e pacientes com dificuldades de locomoção, fortalecendo a atenção básica e evitando agravamentos de doenças. O projeto integra o programa Goiás do Crescimento e busca dar mais autonomia aos agentes, que muitas vezes dependiam de veículos compartilhados ou meios próprios para realizar as visitas nas comunidades. Por: Secretária de Saúde de Goiás
Mulher é presa em Goiânia suspeita de chefiar esquema de migração ilegal para os EUA

Ela foi detida em casa durante a Operação Travessia, deflagrada nesta quinta-feira (7) Uma mulher, identificada como Maria Helena de Souza Netto Costa, foi presa em Goiânia suspeita de chefiar um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Ela foi detida em casa durante a Operação Travessia, deflagrada nesta quinta-feira (7). Segundo a PF, o grupo movimentou cerca de R$ 45 milhões. Outras três pessoas também foram presas na capital goiana. De acordo com a corporação, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva nos estados de Goiás e do Amapá. A PF aponta que cinco grupos atuavam em uma rede de envio ilegal de brasileiros aos EUA. Entre 2018 e 2023, os grupos teriam movimentado aproximadamente R$ 240 milhões e levado ao menos 477 pessoas ao território norte-americano, número que pode ultrapassar 600 migrantes. Somente o grupo de Maria Helena movimentou R$ 45 milhões. Maria Helena, que é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, passou a ser investigada em 2022, após um grupo de migrantes ser abordado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e citar o nome dela. Segundo a PF, os grupos organizavam toda a logística das viagens, incluindo saídas do Brasil, passagem por países como Panamá e México e travessia irregular da fronteira dos Estados Unidos. As investigações também identificaram uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro no esquema. A defesa de Maria Helena declarou que recebeu a operação “com surpresa”, contestou a prisão preventiva e informou que vai adotar medidas para pedir a liberdade da investigada. (VEJA TEXTO COMPLETO ABAIXO) Em nota, Daniel Vilela afirmou que o caso não possui relação com ele, com a família ou com o Governo de Goiás e destacou que os fatos investigados remontam aos anos 2000. Nota da defesa de Maria Helena A defesa da Sra. Maria Helena de Souza Netto Costa vem a público esclarecer, com a serenidade que o momento exige, que sua constituinte recebeu com surpresa as medidas cautelares deflagradas em seu desfavor e aguarda o pleno acesso aos autos para análise técnica dos fatos, na forma da Súmula Vinculante nº 14 do STF. Registra-se, desde já, a absoluta desnecessidade da prisão preventiva decretada, medida de natureza excepcional cujos requisitos legais (art. 312 do CPP) não se fazem presentes na hipótese. Nossa constituinte não apresenta qualquer risco à ordem pública, à conveniência da instrução criminal ou à aplicação da lei penal, tampouco jamais se furtou a qualquer ato investigatório. As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso. A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Colocamo-nos a disposição. Goiânia, 07 de maio de 2026. Luiz Inácio Medeiros BarbosaJorge Augusto dos ReisGuilherme Alves Machado Nota do governador Daniel Vilela O caso envolvendo a senhora Maria Helena de Souza Costa não tem absolutamente nenhuma relação com o governador Daniel Vilela e com sua mulher, Iara Netto Vilela. São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás.
De 480 para 211 anos: saiba por que a pena de João de Deus foi reduzida pela metade

O líder religioso João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, teve nesta semana a soma de suas condenações por crimes sexuais reduzida de quase 480 anos de prisão, em primeira instância, para 211 anos e 1 mês. A mudança na pena ocorreu após o julgamento de recursos no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que reconheceu casos de prescrição, decadência do direito de representação, arquivamentos e revisões de penas anteriormente aplicadas, além de acolher teses apresentadas pela defesa. Por que a pena de João de Deus foi reduzidaA principal explicação para a queda de 480 para 211 anos nas condenações de João de Deus está na revisão dos processos em instâncias superiores. O TJ-GO acolheu parcialmente recursos da defesa, reconhecendo fatores como prescrição, decadência do direito de representação e até mesmo o arquivamento de ações. Na prática, isso significa que parte dos crimes não pôde mais ser punida devido ao tempo transcorrido ou à ausência de manifestação formal das vítimas dentro do prazo legal. Além disso, algumas sentenças tiveram penas reduzidas após reavaliação judicial. Entre os casos mais relevantes, uma condenação superior a 50 anos caiu para cerca de 9 anos, enquanto outro processo com previsão de mais de 56 anos foi arquivado. Também houve redução significativa em outras penas, impactando diretamente o total final. João Teixeira de Faria ganhou notoriedade nacional e internacional por atuar como líder espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, localizada em Abadiânia. Ele realizava atendimentos conhecidos como “cirurgias espirituais”, atraindo milhares de pessoas em busca de cura. As denúncias vieram à tona em 2018, após relatos de vítimas serem exibidos no programa Conversa com Bial, da TV Globo. A partir daí, o caso ganhou repercussão nacional e internacional, levando dezenas de mulheres a procurarem o Ministério Público. Ao todo, João de Deus chegou a responder a 16 denúncias relacionadas a crimes como estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Além disso, houve outros processos, incluindo um por posse irregular de arma de fogo — pelo qual há condenação definitiva.
Venezuelana é morta na frente da filha e ex é preso suspeito do crime, em Caiapônia

Vítima tinha medida protetiva contra o suspeito, que confessou o crime após tentar fugir da polícia. Uma mulher de 28 anos foi morta na frente da filha de 8 anos em Caiapônia, no oeste de Goiás. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que foi preso em flagrante após tentar fugir. Segundo a Polícia Militar, a vítima, identificada como Jhorlianny José Sanchez Gil, já possuía uma medida protetiva contra o suspeito. O caso é investigado como feminicídio. De acordo com a polícia, o homem relatou que discutiu com Jhorlianny antes do crime. Em seguida, foi até a casa dela, entrou no imóvel e a atacou com uma faca, fugindo logo depois. Uma vizinha contou que ouviu gritos vindos da residência e foi até o local. Ao entrar, encontrou a vítima caída no chão e acionou a polícia. Durante o deslocamento da equipe, os policiais identificaram um veículo em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação da viatura, o motorista tentou fugir, mas foi abordado. Ainda conforme a corporação, o suspeito confessou o crime e disse ter descartado a faca utilizada em uma área de mato próxima à casa da vítima. Quando os policiais chegaram ao imóvel, Jhorlianny já estava sem vida. A filha dela, que presenciou o crime, conseguiu fugir e buscar ajuda na casa de uma vizinha, que ficou responsável pela criança. Vítima buscava recomeço no Brasil De origem venezuelana, Jhorlianny vivia no Brasil há cerca de dois anos e meio. Ela trabalhava em um posto de combustíveis em Caiapônia e, antes disso, atuava em uma loja de sapatos em seu país de origem. Familiares relataram que ela veio ao Brasil em busca de melhores condições de vida e para garantir um futuro mais digno para os filhos. A mulher também tinha outro filho, que permanece na Venezuela com o pai. Segundo relatos, o relacionamento com o suspeito durou cerca de um ano e havia terminado meses antes do crime. A defesa do suspeito não foi localizada.
Irmão da prefeita de Iporá é preso por descumprir medida protetiva em meio a disputa de herança milionária

A defesa do suspeito nega o descumprimento da medida. A família enfrenta uma disputa de uma herança milionária, avaliada em R$ 60 milhões O empresário Maurício Peres da Cunha, irmão da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, foi preso em flagrante na segunda-feira (4/5) suspeito de descumprir uma medida protetiva que o impede de se aproximar da própria mãe, Doralice Francisca Peres Cunha. O caso ocorreu às margens da GO-060. O suspeito nega ter violado a medida. A família enfrenta uma disputa de uma herança milionária, avaliada em R$ 60 milhões. A reportagem tentou contato com a mãe da prefeita, mas as ligações não foram recusadas. A reportagem também tenta falar com a prefeita de Iporá. O espaço está aberto para manifestação. De acordo com registros da Polícia Civil, a corporação foi acionada após Doralice relatar a presença de um drone sobrevoando o rebanho na propriedade onde reside. Durante a abordagem, o filho dela foi localizado em uma caminhonete, acompanhado de outro homem. No veículo, os policiais encontraram um drone, além de equipamentos como controle, baterias e carregador. Ainda segundo a Polícia, Maurício afirmou que esteve no local para registrar imagens do gado, alegando suspeitar de vendas irregularidades envolvendo bens do espólio familiar. Os policiais, no entanto, consideraram que a presença dele nas imediações da fazenda configura violação da medida protetiva em vigor, que restringe a aproximação tanto da mãe quanto de propriedades vinculadas a ela. A prisão foi confirmada pelo delegado Ramon Queiroz, e Maurício foi encaminhado à unidade prisional de Iporá. O caso foi enquadrado como infração ao artigo 24-A da Lei Maria da Penha. O que diz a defesa A defesa contesta a versão e sustenta que não houve descumprimento da ordem judicial. Segundo os advogados, o episódio está ligado a um conflito pela divisão de uma herança estimada em cerca de R$ 60 milhões. Eles afirmam que Maurício estava a uma distância superior a 1,5 km do curral e utilizou o drone exclusivamente para acompanhar a situação do patrimônio, sem intenção de vigiar familiares. Os advogados também alegam que o empresário agiu dentro de seu direito como herdeiro e classificam a prisão como indevida. Além disso, afirmaram por meio de nota que a inventariante, Doralice, e a prefeita Maysa Cunha teriam autorizado a venda de animais pertencentes ao espólio sem autorização judicial. Essas acusações, contudo, fazem parte apenas da versão da defesa e não constam como parte da investigação policial.
DECISÃO

Mãe e filho condenados por morte de adolescente em frente a colégio de Anápolis As penas serão aplicadas em regime fechado. Os sentenciados seguem presos A Justiça de Goiás condenou mãe e filho acusados de matar o adolescente Nicollas Lima Serafim durante uma briga entre estudantes no Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, em Anápolis. Conforme a decisão, publicada na quarta-feira (29/4), Kaio Rodrigues Matos foi condenado a 29 anos e 7 meses de reclusão, enquanto a mãe dele, Maria Renata das Mercês, foi sentenciada a 40 anos de prisão. As penas serão aplicadas em regime fechado. A sentença considerou a prática de múltiplos crimes, como homicídio e tentativa de homicídio, e determinou a manutenção da prisão dos réus. Além das penas, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 150 mil para a família do adolescente assassinado e de R$ 75 mil para cada sobrevivente do ataque. Entenda o crime De acordo com o processo, o fato teve início após um desentendimento entre adolescentes motivado por ciúmes. Um menor, identificado como G.S., namorava uma estudante e passou a ter conflitos com um colega de escola, J.G, por conta de ciúmes. Após a situação, Kaio — irmão de J.G. — começou a trocar ameaças com a G.S.. Dias depois, ele foi até a escola acompanhado da mãe, Maria Renata, levando uma faca e um martelo. No local, houve confronto físico entre os envolvidos. Durante a ação, o estudante Nicollas Lima Serafim foi atingido por golpes de faca e morreu. Outros dois adolescentes ficaram feridos, foram socorridos e sobreviveram. PorJessica Santos
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Goiás confirma primeiro caso de Febre Oropouche Paciente apresentou sintomas leves e já está curado, mas diagnóstico de transmissão local e reforça importância do diagnóstico Um homem que mora em Anápolis é o primeiro caso confirmado de febre Oropouche em Goiás. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29/4) pela subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim. O paciente buscou atendimento com sintomas típicos de arboviroses, e, após exames, foi constatada a doença viral. O homem já está curado e sendo monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde. Em Anápolis, a investigação epidemiológica confirmou que o caso é autóctone, ou seja, a contaminação ocorreu dentro do município, e não em viagem. O paciente deu entrada na unidade de saúde em 24 de março, apresentando febre, tontura e manchas na pele (exantema). Após a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis e a SES/GO intensificaram as ações de controle. O Diretor de Vigilância em Saúde de Anápolis, Daniel Soares, reiterou que as equipes de Zoonoses e Vigilância Sanitária já estão monitorando áreas de risco e combatendo a presença do mosquito transmissor na cidade. Vigilância A confirmação é fruto de uma estratégia de “vigilância laboratorial ativa” que o Estado de Goiás vem desenhando desde 2023. Segundo Flúvia, o Laboratório Central de Goiás (Lacen-GO) passou a testar sistematicamente para Oropouche todas as amostras que apresentavam resultado negativo para Dengue, Zika e Chikungunya. “Com essa vigilância laboratorial ativa, conseguimos identificar o nosso primeiro caso agora em 2026. Foram mais de 6 mil amostras processadas até chegarmos a este diagnóstico em Anápolis”, detalhou Flúvia. “Não é motivo para pânico. No Brasil, em 2025, foram cerca de 12 mil casos, o que mostra que a doença já está espalhada. Nosso foco agora é informar profissionais de saúde e a população para garantir o diagnóstico correto e entrar com as medidas de controle para evitar grandes dispersões”, finalizou Flúvia. Histórico e dispersão nacional O histórico da doença no Brasil revela uma mudança de comportamento do vírus. Identificado pela primeira vez no país em 1960, durante a construção da rodovia Belém-Brasília, o vírus Oropouche permaneceu por décadas restrito a surtos esporádicos na região amazônica. Contudo, Flúvia Amorim pontua que, a partir de 2023, houve uma dispersão acelerada para outras regiões. “Mudanças climáticas, aquecimento global e o desmatamento propiciam a saída desses vírus das regiões silvestres de mata. Além disso, o trânsito intenso de pessoas faz com que um problema em qualquer lugar do mundo se torne um problema global rapidamente”, alertou a subsecretária.
