Cliente denuncia Nubank após dívida de R$ 12 mil virar R$ 788 mil

A dívida do cartão de crédito de um morador do Distrito Federal chegou a R$ 788 mil quatro anos após o início do débito com o Nubank. O valor inicial era de R$ 12 mil, referente a um cartão de crédito do banco. Com os juros, a quantia aumentou cerca de 65 vezes. O caso foi encaminhado à Secretaria do Consumidor do Distrito Federal. A pasta notificou o Nubank, na última segunda-feira (25/5), e pediu esclarecimentos sobre as práticas adotadas na cobrança de juros, encargos financeiros, crédito rotativo e parcelamento de fatura do cartão de crédito. De acordo com o caso enviado à secretaria, o cliente do DF tinha dívida no cartão de crédito de R$ 12,3 mil em janeiro de 2022. Atualmente, o valor devido ao banco está em R$ 788 mil, por causa dos juros cobrados pela empresa. Na notificação enviada ao Nubank, a pasta questionou quais são as taxas atualmente praticadas no crédito rotativo do cartão de crédito; qual a fórmula de cálculo utilizada para os juros do crédito rotativo; entre outras indagações. Em 2026, a Secretaria do Consumidor recebeu 77 reclamações contra a instituição; em todo o ano de 2025, foram 211 registros. “A dignidade do consumidor precisa estar acima de qualquer modelo de cobrança. Hoje é uma notificação, mas se a conduta não for corrigida, amanhã pode ser uma multa. A Secretaria está dando a oportunidade para que a instituição explique, comprove e ajuste suas práticas. Mas é preciso deixar claro: crédito não pode virar armadilha, dívida não pode significar perda de dignidade e nenhum consumidor pode ser esmagado por juros, encargos ou contratos que ele não consegue compreender”, disse o secretário do Consumidor, Samuel Konig. Procurado, o Nubank não respondeu. O espaço segue aberto.
Eduardo Bolsonaro muda versão e admite que aplicou R$ 350 mil em filme

Em novo posicionamento, ex-deputado declarou ser produtor-executivo e admitiu ter investido R$ 350 mil na cinebiografia de Jair Bolsonaro O ex-deputado Eduardo Bolsonaro mudou sua versão sobre a participação no filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O político admitiu ter assinado contrato com poderes de gestão financeira sobre a obra e também afirmou ter investido R$ 350 mil no longa. O valor, segundo ele, seria proveniente da receita obtida com a venda de um curso, e que posteriormente recebeu de volta essa quantia. Eduardo afirmou que o aporte foi feito para garantir um contrato com o diretor de Hollywood Cyrus Nowrasteh, para que este pudesse elaborar o roteiro e iniciar o projeto. Eduardo Bolsonaro, no entanto, não esclareceu como e quem pagou a restituição dos valores inicialmente destinados ao projeto. “Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, afirmou o ex-deputado nas redes sociais, na última sexta-feira (15/5). A nova declaração ocorreu menos de 24 horas depois de o próprio político afirmar que não exerceu qualquer posição de gestão no filme e que apenas cedeu seus direitos de imagem. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, declarou, em nota nas redes sociais, omitindo que foi produtor-executivo e que investiu dinheiro no filme. Investimento milionário Segundo revelou o site The Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) pediu R$ 134 milhões para financiar o filme de Jair Bolsonaro. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A produtora do longa-metragem, batizado de Dark Horse, e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, disseram que não tiveram acesso à verba do banqueiro. Por meio da Entre Investimentos, Vorcaro repassou R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
PF faz busca e apreensão contra Cláudio Castro no Rio de Janeiro

A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino, deflagrada para apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Ao todo, são 17 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A autorização é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Já o empresário e dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, é alvo de mandado de prisão preventiva. Magro mora em Miami (EUA). Por conta disso, a PF incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol. A operação também investiga o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad. As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. Os 17 mandados de busca e apreensão e as sete medidas de afastamento de função pública ocorrem nas seguintes unidades da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da Interpol. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. As buscas e medidas ocorrem em meio a apurações conduzidas pela PF no âmbito da ADPF nº 635/RJ, a chamada ADPF das Favelas. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
Projeto de lei “cassia kis” visa proibir que pessoas trans usem banheiros femininos em todo o brasil

Uma proposta que ficou conhecida nas redes sociais como “Lei Cássia Kis” voltou a provocar discussões sobre identidade de gênero, direitos civis e segurança no Brasil. O projeto pretende limitar o uso de banheiros femininos exclusivamente para pessoas do sexo biológico feminino, em locais públicos e privados. O assunto ganhou força após declarações da atriz Cássia Kis, que comentou sobre desconforto ao dividir banheiro coletivo com uma pessoa trans. Quem apoia a medida afirma que ela busca garantir mais privacidade e proteção para mulheres e crianças. Já movimentos sociais e entidades de direitos humanos defendem que a proposta pode aumentar o preconceito e a vulnerabilidade enfrentada por pessoas trans. O tema continua gerando opiniões divididas tanto nas redes sociais quanto no cenário político. Da redação
“O problema do BRB é um problema do GDF”, diz ministro da Fazenda

Dario Durigan indicou que Tesouro Nacional não deverá aceitar pedido de ajuda do GDF. Celina Leão tem tentado empréstimo para salvar o BRB O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou na noite desta segunda-feira (4/5) que o governo federal não vai ajudar o Banco Regional de Brasília (BRB) a sair da crise financeira. Durigan destacou que o BRB “é um problema do GDF” e que não cabe ao Tesouro Nacional resolver a questão. “Esse debate não pode ser empurrado para o governo federal como se tem pretendido fazer pelo GDF, porque é um problema do GDF”, disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. De acordo com o ministro, o Tesouro Nacional só vai interferir na situação caso haja riscos para o sistema financeiro. “A única hipótese que eu cogitaria olhar para o BRB é de risco sistêmico”, frisou, acrescentando que dinheiro público não pode ser usado para cobrir rombo provocado pelo próprio banco. “Eu não posso pegar dinheiro público para cobrir um caso que, no mínimo, está mal explicado”, destacou. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), tem tentado conseguir empréstimo do Tesouro Nacional para cobrir o rombo do BRB. O objetivo é obter R$ 6,6 bilhões, usando bens do GDF como garantia. Eventos adversos O ofício com o pedido foi encaminhado na última semana ao Ministério da Fazenda. No documento, Celina e o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, alegam que a “necessidade de capitalização decorre de eventos adversos relevantes que impactaram a liquidez, a previsibilidade dos fluxos financeiros e a qualidade dos ativos da instituição”. Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse que deverá pedir mais informações ao GDF sobre a solicitação de ajuda. “Não veio nenhum tipo de informação que possibilite que a gente faça a análise, mas, se der entrada da forma correta, será analisado como todos os pedidos que recebemos”, disse Durigan durante coletiva sobre o relatório do Tesouro.
Chuvas em PE deixam quatro mortos; vítimas são duas mães e os filhos

As fortes chuvas que atingem o estado de Pernambuco já somam quatro m0rtes, registradas nas cidades de Recife e Olinda. Até o momento, a tragédia atingiu duas famílias e causou a m0rte de duas mães e os filhos. No bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, as vítimas são Jaqueline Soares da Silva, de 24 anos, e o filho, Riquelmy, de 6 anos. Eles foram encontrados m0rtos após um soterramento. O pai da criança e a outra filha do casal, uma bebê de 1 ano e 6 meses, ficaram feridos. Em Passarinho, bairro de Olinda, outra mãe e seu bebê, de 6 meses, que estavam desaparecidos após um deslizamento de barreira, foram encontrados m0rtos pelo Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CMBPE) após buscas no local. A mulher tinha 20 anos. Os nomes das vítimas não foram divulgados. Além deles, outras cinco pessoas foram atingidas e resgatadas com vida. As m0rtes foram confirmadas pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). “Como mãe, mulher, cidadã e governadora, minha solidariedade às famílias”, disse em publicação nas redes sociais. Segundo Lyra, até o momento, o Corpo de Bombeiros já resgatou 340 pessoas em meio às ocorrências provocadas pelas chuvas. As equipes, que ainda atuam na região, já atenderam 16 pessoas ilhadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que as áreas mais afetadas incluem a Região Metropolitana do Recife, a Mata Pernambucana, o Agreste Pernambucano e regiões vizinhas. De acordo com o último levantamento da Defesa Civil de Pernambuco, o estado registra 422 pessoas desabrigadas e 1.068 desalojadas. O total de feridos é de cinco pessoas, e 11 abrigos estão em funcionamento para atender a população afetada. A Paraíba também enfrenta chuvas intensas e está em situação de risco. Há alerta laranja (perigo) para parte do estado, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora, ventos intensos, risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções de energia. Entre os municípios em alerta estão João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Guarabira, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. 🤳 Divulgação/CBMPE
Michelle diz que cirurgia de Bolsonaro deve durar 5h

Ex-presidente Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia no ombro nesta sexta-feira (1º/5), em Brasília A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (1º/4), que o procedimento cirúrgico do ex-presidente Jair Bolsonaro deve durar em torno de 5 horas. Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 7h para relizar uma cirurgia no ombro. Segundo Michelle, a preparação no centro cirúrgico dura 2 horas, e a cirurgia leva cerca de 3 horas. “O Jair acabou de ir para o centro cirúrgico. Segundo o médico ortopedista, serão cerca de duas horas de preparação – quando será colocado o cateter de medicação – e mais três horas de cirurgia”, informou. Michelle também reforçou que as restrições seguem as mesmas e que durante o acompanhamento a Bolsonaro, não poderá utilizar o telefone. O procedimento foi autorizado nessa quinta-feira (30/4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A cirurgia de Bolsonaro é para reparação do manguito rotador e de lesões associadas no ombro.
Aliados de Lula e Messias estudam acionar STF após derrota no Senado

Advogado próximo a Lula e Messias decidiu reunir grupo de juristas para estudar possível ação no STF após Senado rejeitar nome do AGU Apesar do discurso do governo e do próprio Jorge Messias de que é preciso aceitar a derrota, aliados do ministro da AGU e de Lula estudam acionar o STF após a votação do Senado que rejeitou a indicação do presidente. A estratégia é defendida pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, grupo de juristas antilavajatistas e progressistas. O advogado é amigo pessoal tanto de Messias quanto de Lula. Em conversa com a coluna nesta quinta-feira (30/4), Carvalho disse estar reunindo um grupo de juristas e dirigentes partidários para “avaliar a conduta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na votação. Na avaliação de Marco Aurélio, pode ter havido um “desvio de finalidade” do atual chefe do Senado na condução do processo de análise da indicação do nome de Messias para uma vaga de ministro do Supremo. “Estamos reunindo um grupo de juristas para avaliar a conduta do Alcolumbre. Ele funciona como uma espécie de juiz. (…) Ele não deu ao sabatinado condições que pudesse enfrentar a sabatina. Há um desvio de finalidade dele na condução do processo”, disse o advogado. Para advogado, Lula deveria insistir em Messias Marco Aurélio afirma que esse grupo de juristas vai estudar uma reação e levará sugestões para Lula decidir se aciona ou não o Supremo contra a votação. Para o advogado, o presidente deveria insistir na indicação de Messias. “O Senado tem o direito de rejeitar quem quer que seja. O que não dá é para reverter papéis e tentar capturar a importante prerrogativa do presidente da República de indicar ministro do Supremo. Eles já capturaram a excecução orçamentária, a indicação para as agências reguladoras…”, afirmou. O coordenador do Prerrogativas pondera que a ideia ao acionar o STF não seria obrigar o Senado a aceitar as indicações ao tribunal, mas, sim, entender quais são os limites de cada Poder nesse processo. “Ninguém pretende obrigar o Senado a indicar quem quer que seja. O Senado tem direito de analisar. Queremos entender quais são os limites de um Poder e de outro”, afirmou Carvalho. Para o advogado, a função do Senado nesse processo deveria ser apenas aferir se o indicado pelo presidente da República ao STF cumpre os requisitos constitucionais de notável saber jurídico e conduta ilibada. “Uma vez preenchidos, a competência é vinculada. O Senado tinha obrigação de confirmar a indicação”, avaliou. O placar de Messias no Senado Messias teve sua indicação ao STF rejeitada na noite da terça-feira (29/4) por 42 votos a 34. A votação foi histórica, pois, desde 1894, durante o governo Floriano Peixoto, o Senado não rejeitava um indicado ao Supremo. Nos bastidores, integrantes do governo atribuem a derrota a Alcolumbre e até a ministros do STF, que defendiam outros nomes para a Corte. Entre eles, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Por: Igor Gadelha
“Não é da competência da AGU”, diz Messias sobre o Caso Master

Para o AGU, o papel de investigar o caso é de competência do Banco Central, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29/4) que o caso do Banco Master não é de competência do órgão que chefia, mas do Banco Central, da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A fala foi dada em resposta ao senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que falou sobre um contrato de R$ 130 milhões de uma assessoria vinculada ao banco fundado por Daniel Vorcaro. “E essa assessoria era para assessorar esse banco? Não. Era para roubar os correntistas. Os correntistas desse banco perderam dinheiro”, alegou o senador. Em réplica, o AGU afirmou: “Senador, a AGU não teve nenhuma participação no caso do Banco Master. Não é da nossa competência, não participamos. Este é um assunto que afeta o Banco Central, agora a Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal, e também da Procuradoria-Geral da República”. Messias é sabatinado para ocupar uma vaga no STF. Precisa de 14 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No plenário, a aprovação depende de 41 votos dos 81 senadores.
Maria da Penha: Justiça dá medida protetiva a homem ameaçado pelo ex

De acordo com o juiz, a Lei Maria da Penha deve ser aplicada a qualquer violência em relações íntimas que apresente desigualdade de poder Giovana Alves 27/04/2026 15:14, atualizado 27/04/2026 17:37 O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) concedeu medida protetiva a um homem que, após o término de uma relação homoafetiva, sofreu foi perseguido e intimidado pelo ex-companheiro. Segundo o juiz Matheus Nobre Giuliasse, a Lei Maria da Penha, apesar de voltada à proteção da mulher, deve abranger qualquer vítima em relações íntimas onde haja uma desigualdade de poder evidente. De acordo com a Justiça, a vítima passou a ser perseguida de forma invasiva e insistente pelo ex-companheiro após o término. Na última quarta-feira (24/4), a vítima buscou a medida protetiva após o ex assumir postura agressiva. “Na ocasião, o ex-parceiro chegou à residência deles, novamente para tentar reatar o relacionamento, mas, diante da recusa, inclusive de contato físico, assumiu uma postura agressiva e danificou objetos da casa, como televisão, espelho e utensílios domésticos”, diz o TJGO. “O gênero, como categoria analítica, não se confunde com o sexo biológico. Como assentado na doutrina feminista contemporânea e reconhecido pela jurisprudência das cortes superiores, trata-se de construção social que opera por meio de papéis e hierarquias culturalmente atribuídos, podendo reproduzir-se também em relações entre pessoas do mesmo sexo, quando uma delas ocupa, circunstancialmente, posição análoga àquela historicamente reservada ao feminino — de vulnerabilidade, subordinação ou objetificação”, O juiz Matheus Nobre afirmou que no caso foram comprovados diversos indícios de que a vítima ocupava uma posição de subalternidade em relação ao ex. O magistrado aponta que a vítima passou a ser perseguida e vigiada nos locais que frequentava, e que ele passou a se isolar de amigos e familiares por conta do agressor. Na decisão, o juiz destaca ainda que o ex-companheiro tem um histórico de uso abusivo de álcool e ameaças a terceiros, além de ter verbalizado ideação suicida e apresentar instabilidade econômica. Medida protetiva O ofensor deve manter uma distância superior a 200 metros e está proibido de ter contato com a vítima e seus familiares por qualquer meio de comunicação, além de se retirar de ambientes onde eles eventualmente venham a comparecer. Ele vai ser submetido a uma tornozeleira eletrônica por, no mínimo 90 dias, enquanto a vítima receberá um botão de pânico, que poderá acionar caso se sinta inseguro ou em perigo.
