Cabriny confirma pré-candidatura pra prefeito em Trindade

O vice-prefeito de Trindade, Gleysson Cabriny oficializou a pré-candidatura a prefeito do município pelo PSDB. Na manhã desta segunda-feira (8), ele entregou carta ao presidente estadual do partido e prefeito da cidade, Jânio Darrot. Cabriny foi eleito vereador em 2004, iniciando mandato no ano seguinte. Em2007 foi eleito presidente da Câmara Municipal de Trindade. Em 2008, assumiu a Secretaria de Administração da Prefeitura e, em 2013, foi escolhido por Jânio Darrot para ser vice-prefeito de Trindade, repetindo fato nas eleições de 2016. No entanto, na base de sustentação de Jânio Darrot, além de Cabriny há nomes de lideranças de outros partidos que tentam a viabilização da candidatura dentro do grupo. Os pré-candidatos são Marden Júnior (Patriota), Alexandre César e Dr. Dyego (PSD), Jeann Carlos (PRTB). No próprio PSDB, Douglas Reis, também tenta ser o nome do partido. As convenções partidárias para a escolha de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador podem ser realizadas a partir de 20 de julho, até 5 de agosto de 2020. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou a realização de convenções virtuais. Até lá, Cabriny tenta ser o nome do grupo de Jânio Darrot para a disputa. O vice-prefeito busca fortalecer atuação em segmentos religiosos, empresariais, classistas e movimentos sociais. Para o prefeito de Trindade, todos os pré-candidatos da base vão se unir em torno de uma única candidatura, quando ela for definida.

Caixa libera saque da 2ª parcela dos R$ 600 para nascidos em agosto

A partir desta segunda-feira (8), aniversariantes de agosto podem sacar a 2ª parcela do auxílio emergencial de R$ 600 ou transferir o dinheiro para qualquer banco. Isso vale só para quem recebeu a 1ª parcela até 30 de abril. Todos esses beneficiários receberam depósito em poupança digital da Caixa até 26 de maio, mas o saque em espécie e a possibilidade de transferir o dinheiro estão sendo autorizados em levas diárias, conforme o mês de nascimento. Os últimos a poder sacar ou transferir a 2ª parcela, a partir de 13 de junho, são os nascidos em dezembro. A pessoa não é obrigada a sacar no dia da liberação, porque o dinheiro continua disponível. A exceção neste calendário são os beneficiários do Bolsa Família, que tiveram o saque da 2ª parcela liberado durante as últimas semanas. Aplicativo permite pagamentos Todos os depósitos da 2ª parcela do auxílio emergencial foram feitos em poupança digital no aplicativo Caixa Tem (Android ou iOS), mesmo para os correntistas da Caixa e para os que haviam recebido a 1ª parcela em outro banco. O app permite pagar boletos, emitir um cartão de débito virtual para compras online ou usar um QR Code (código de barras digital) para pagamento em algumas maquininhas de cartão. Contudo, para sacar em dinheiro ou transferir a segunda parcela para outra conta é necessário esperar o dia de liberação, conforme o calendário acima. Como sacar A Caixa orienta que o beneficiário cheque antes no aplicativo Caixa Tem, para ver se o dinheiro que restou da 2ª parcela não foi transferido automaticamente para a conta onde a pessoa recebeu a 1ª parcela. Se isso acontecer, o saque deve ser feito normalmente no banco para o qual o dinheiro foi enviado. Quem continua com o dinheiro na poupança digital após a data de liberação pode fazer o saque em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes do Caixa Aqui. Para isso, é necessário abrir o app Caixa Tem e gerar um código automático que vale por uma hora. É o mesmo procedimento da 1ª parcela. Outra opção para quem continuar com o dinheiro na poupança digital é ir a uma agência da Caixa com documento de identificação. 2ª parcela para quem foi aprovado depois Nas últimas semanas, a Caixa pagou também a 1ª parcela para quem teve o cadastro aprovado mais tarde. O pagamento desse novo lote foi feito em etapas e acabou em 29 de maio, com direito a saque imediato. A Caixa ainda não divulgou o calendário de pagamento da 2ª parcela para este grupo.

Por que o Brasil simplesmente não imprime dinheiro para sair da crise?

A crise do coronavírus, que atingiu a economia brasileira, fez com que a ideia de “imprimir dinheiro” ganhasse apelo entre economistas e especialistas como uma das formas de o país sair deste momento com os menores impactos econômicos possíveis. A ideia, que sempre foi refutada pela teoria econômica, ganhou apoio de profissionais reconhecidos no Brasil, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, por exemplo, como forma de reanimar a economia. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no entanto, descartou a medida. De acordo com ele, aumentar a massa monetária pode ser perigoso, pois haveria o risco de inflação. “Eu acho que a saída não é por aí. É uma ideia, estamos sempre dispostos às ideias, mas hoje nós não entendemos que seja a melhor saída”, disse. Segundo o BC, nenhuma medida acerca da flexibilização da base monetária ainda foi tomada. Economistas ouvidos pelo UOL, porém, refutam a ideia de existir pressão inflacionária neste momento dado o baixo nível da atividade econômica atual. Não se trata de criar mais notas Apesar de o imaginário popular crer que a tarefa de imprimir dinheiro passe pela geração de novas cédulas físicas, não é exatamente sobre isso que a discussão atual trata. De acordo com Simão Silber, professor de economia da USP (Universidade de São Paulo) e doutor em economia Universidade Yale, nos Estados Unidos, a proposta debatida por economistas é para que o governo amplie a base monetária, injetando liquidez na economia. Quando alguém compra um título de uma empresa está emprestando dinheiro a ela. Depois pode trocar o título para recuperar o dinheiro. Segundo Silber, a maneira mais simples é o BC comprar títulos de instituições financeiras para deixar mais dinheiro para bancos e empresas emprestarem. A maioria do dinheiro que é ‘criado’ é contabilmente. Então, não é rodar máquina para fazer dinheiro fisicamente. O que o BC pode fazer é comprar um título privado, por exemplo, e ele creditar o dinheiro na conta desse banco. Simão Silber, professor de economia da USP Há também a possibilidade de o governo aumentar o dinheiro em circulação comprando recebíveis e dívidas das empresas, como forma de aliviar as contas. Isso deixaria um montante maior livre para que a roda da economia voltasse a rodar. Outra possibilidade é o Tesouro emitir novos títulos públicos e oferecer ao mercado e ao próprio BC. Medidas seriam positivas? Segundo os economistas ouvidos pelo UOL, o governo poderia, sim, aumentar o dinheiro em circulação para ajudar o país a sair da crise, tomando apenas alguns cuidados. “O nosso cenário é de uma retração tão forte e violenta, que a emissão de moeda vai simplesmente devolver a economia a uma certa normalidade e, mesmo assim, abaixo da ideal”, disse Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap. De acordo com Cézar, o governo optar por não realizar essa estratégia faz com que a economia seja muito abalada, principalmente no curto prazo, atingindo emprego e renda dos brasileiros. A sociedade precisa entender que existe a possibilidade de o governo federal socorrê-la, e é uma opção do governo não fazê-lo. Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap O principal argumento do BC é que essa ampliação da base monetária traria o risco de uma inflação maior. Segundo Silber, no entanto, a atividade econômica está em um nível tão baixo que não há esse risco. “Não há problema inflacionário. A economia parou, já são quase três meses consecutivos com deflação, com os preços na média caindo. E assim sucessivamente. Há 12 anos, desde 2008, em uma grande crise econômica, emissão de moeda não tem problema agora”, afirmou. Ampliação não pode ser eterna Para Juliana Inhasz, economista e coordenadora da graduação em economia no Insper, a discussão é positiva, mas o ponto principal é a manutenção dessa política por um período prolongado, o que seria negativo ao Brasil no longo prazo. O grande problema é a incerteza que esse processo causa. Essa política é muito sedutora. Amanhã o governo pode estar lotado de títulos públicos na prateleira do BC. Meu medo é daqui a seis meses a gente não fazer reversão. a inflação voltar e a sociedade pagar o custo. Juliana Inhasz, professora do Insper

Suspeito de tráfico é preso com 4 kg de cocaína no estepe do carro

Um suspeito de tráfico de drogas foi preso na noite de sexta-feira (6) após ser flagrado com cocaína escondida no estepe do veículo em que estava, em Jataí, no sudoeste do estado. Ele levaria a droga para ser vendida em Brasília. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, após informações repassadas pela Polícia Federal, o suspeito foi abordado no trevo da BR-364 com a GO-341. Carro apreendido com cocaína no estepe (Foto: PRF/ Divulgação) Durante a revista, os policiais encontraram 4 kg de cocaína dentro do pneu de estepe do veículo. O motorista alegou aos agentes que adquiriu a droga na fronteira com o Paraguai, como destino a capital federal. A cocaína apreendida está avaliada em R$100 mil. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Jataí

Ministério da Saúde vai recontar mortos pela covid-19 porque diz ver “dados fantasiosos”

O Ministério da Saúde vai recontar o número de mortos no Brasil vítimas da covid-19. Segundo Carlos Wizard, que já despacha na pasta e que assumirá a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, os dados atuais seriam “fantasiosos ou manipulados”. À coluna, Wizard afirmou que o número de mortos, que ontem chegou a 35.026 pessoas, conforme dados oficiais, estaria inflado, apesar de pesquisas já terem demonstrado e do próprio Ministério da Saúde ter admitido, em outras gestões, que há um grande número de subnotificações. – Tinha muita gente morrendo por outras causas e os gestores públicos, puramente por interesse de ter um orçamento maior nos seus municípios, nos seus estados, colocavam todo mundo como covid. Estamos revendo esses óbitos. – afirmou. Nesta sexta-feira (5), o governo Bolsonaro suprimiu o número total de mortos e contaminados pela doença, informações que eram divulgadas pelo Ministério da Saúde desde início da pandemia. Também retirou do ar o site que continha esses dados. Nos últimos dias, o governo tem atrasado a publicidade do balanço sobre o coronavírus com o objetivo de prejudicar a veiculação nos telejornais do horário nobre. Segundo Wizard, a pasta tem convicção que o número de mortos no Brasil seria menor que o divulgado até agora. – Eu acredito que vai ter um dado mais real, porque o número que temos hoje está fantasioso ou manipulado. O futuro secretário disse à coluna que participou da decisão de rever o levantamento e que um balanço atualizado deve ser publicado dentro de um mês. As informações divulgadas diariamente pelo Ministério da Saúde são resultados das soma de casos e mortes contabilizados pelas secretarias de saúde de cada estado. TÓPICOS

PM agride jovem que assistia outros soltando pipa em Posse; veja vídeo

Um policial militar foi filmado enquanto agredia um jovem que estava olhando outros rapazes soltando pipa em Posse, na região Norte de Goiás, na quinta-feira (4). O vídeo mostra o agente dando socos em R.A.S.F, de 20 anos, já rendido e imobilizado. Familiares registraram denúncia na Polícia Civil local. O vídeo, gravado por um morador da região, mostra o policial atingindo o rapaz com soco na cabeça. Ele cai no chão. O policial então o levanta e inicia o que parece uma revista. Outro vídeo, registrado pelo tio de R.A., o vereador Fabrício Alves (PSB), mostra ele algemado pelos policiais militares e com hematomas no rosto. Outros três jovens também aparecem imobilizados. “Você estava fazendo algo de errado aqui? Soltando pipa? O que já falei em relação a pipa?!”, indaga o tio. Outra pessoa, não identificada, responde que ele não estava soltando pipa, só olhando. Punição Segundo Fabrício, o rapaz tem certa deficiência cognitiva e não apresenta nenhum tipo de agressividade. “Devido às provas não há muito o que questionar. Não vamos deixar barato. Nem se fosse um cachorro poderia apanhar daquele jeito. Imagina um menino de 20 anos. É pacato e calado. É muito revoltante”, aponta. O vereador ainda denuncia que os policiais tentaram forjar provas contra o rapaz, mas diz que tem testemunhas. “Espero que o policial seja punido e expulso. Um cara desse não pode ser policial. Quantas vezes ele pode ter feito isso e não ter sido denunciado por medo?!”, indaga. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que ao tomar conhecimento dos fatos através de imagens que circulam nas redes sociais, determinou abertura de procedimento administrativo para apurar suas circunstâncias. A corporação ainda diz que reitera seu compromisso com a legalidade e “reafirma não compactuar com atos contrários aos previstos em nossos regulamentos”. Um policial militar foi filmado enquanto agredia um jovem que estava olhando outros rapazes soltando pipa em Posse, na região Norte de Goiás, na quinta-feira (4). O vídeo mostra o agente dando socos em R.A.S.F, de 20 anos, já rendido e imobilizado. Familiares registraram denúncia na Polícia Civil local. O vídeo, gravado por um morador da região, mostra o policial atingindo o rapaz com soco na cabeça. Ele cai no chão. O policial então o levanta e inicia o que parece uma revista. Outro vídeo, registrado pelo tio de R.A., o vereador Fabrício Alves (PSB), mostra ele algemado pelos policiais militares e com hematomas no rosto. Outros três jovens também aparecem imobilizados. “Você estava fazendo algo de errado aqui? Soltando pipa? O que já falei em relação a pipa?!”, indaga o tio. Outra pessoa, não identificada, responde que ele não estava soltando pipa, só olhando. Punição Segundo Fabrício, o rapaz tem certa deficiência cognitiva e não apresenta nenhum tipo de agressividade. “Devido às provas não há muito o que questionar. Não vamos deixar barato. Nem se fosse um cachorro poderia apanhar daquele jeito. Imagina um menino de 20 anos. É pacato e calado. É muito revoltante”, aponta. O vereador ainda denuncia que os policiais tentaram forjar provas contra o rapaz, mas diz que tem testemunhas. “Espero que o policial seja punido e expulso. Um cara desse não pode ser policial. Quantas vezes ele pode ter feito isso e não ter sido denunciado por medo?!”, indaga. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que ao tomar conhecimento dos fatos através de imagens que circulam nas redes sociais, determinou abertura de procedimento administrativo para apurar suas circunstâncias. A corporação ainda diz que reitera seu compromisso com a legalidade e “reafirma não compactuar com atos contrários aos previstos em nossos regulamentos”.

STF deve ter maioria para investigar fake news

Alvo de críticas de governistas, o inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar notícias falsas e ataques a ministros da Corte deve continuar aberto. Na próxima quarta-feira, o plenário do tribunal vai julgar uma ação em que a Rede Sustentabilidade pede o arquivamento do caso, por irregularidades na tramitação. Ministros ouvidos em caráter reservado pelo GLOBO apontam que, por maioria, o inquérito será considerado legítimo e as investigações vão continuar. Em manifestação ao STF, o procurador-geral da República, Augusto Aras, reconheceu nesta quinta-feira que a Corte tem sofrido ataques ilegais que vão além do conceito constitucional de liberdade de expressão: “O Supremo Tribunal Federal tem sido alvo de uma campanha difamatória. Temos visto manifestações que transbordam dos limites da liberdade de expressão para não só veicular notícias falsas (fake news), mas perpetrar crimes, sobretudo contra a honra da Suprema Corte e de seus integrantes”, escreveu. Segundo Aras, a investigação sobre políticos com foro privilegiado no inquérito das fake news tem por base participação em “manifestações atentatórias ao STF” e está citada em trechos do inquérito que apuram o funcionamento do chamado “gabinete do ódio”. Aras não cita os políticos sob suspeita. Já foram seis deputados federais que prestaram depoimento sobre a distribuição de notícias falsas e a produção de campanhas difamatórias: Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP) e Cabo Junio Amaral (PSL-MG). A manifestação de Aras foi entregue em resposta à ação da Rede Sustentabilidade que contesta o inquérito. Aras cita o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o gabinete do ódio, como é conhecido o grupo que articula campanhas difamatórias nas redes sociais supostamente ligado ao Palácio do Planalto. “Os primeiros investigados com prerrogativa de foro vieram a aportar nos autos, a partir de indícios de participações em manifestações atentatórias ao STF, apenas nos recentes apensos de número 70 e 74, os quais investigam, respectivamente, o chamado ‘Gabinete do Ódio’ e as manifestações do Ministro Abraham Weintraub reveladas em trechos da reunião Ministerial ocorrida em 22 de abril de 2020”, escreveu Aras, que ainda defendeu que o processo fosse fatiado para separar a análise de indícios referentes a políticos com foro especial. União A tendência de maioria do STF para validar o inquérito das fake news é fruto de uma unidade dos integrantes da Corte em torno do fortalecimento do STF como instituição. A decisão seria também uma forma de apoiar o ministro Alexandre de Moraes, alvo de ataques de aliados do presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, ele determinou buscas e apreensões em endereços de bolsonaristas suspeitos de disseminarem discurso de ódio e notícias falsas contras o Supremo. No tribunal, ministros têm dito, publicamente e em caráter reservado, que o momento é de defesa da instituição. O presidente Bolsonaro tem sido presença frequente em manifestações que pedem o fechamento do STF, bem como do Congresso Nacional. Para os ministros, ao agirem com espírito de corpo, estão se defendendo de ataques de manifestantes e das investidas do presidente. A ação da Rede chegou ao STF em março do ano passado, assim que o inquérito foi instaurado. O partido questionou o fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) não ter sido consultada sobre as investigações. Outro ponto foi Toffoli escolher Moraes para conduzir o caso, em vez de sortear um relator, como é a praxe. Depois da operação contra bolsonaristas, o partido informou ao Supremo que não tem mais interesse no julgamento. De acordo com a Rede, se na origem o inquérito das fake news apresentava “indícios antidemocráticos”, agora ele teria se transformado em “um dos principais instrumentos de defesa da Democracia e da lisura do processo eleitoral”. No entanto, não existe a possibilidade de desistência nesse tipo de processo, como ressaltou o relator da ação, ministro Edson Fachin. Toffoli decidiu pautar a ação para julgamento logo após a operação. O momento escolhido foi justamente para legitimar a medida determinada por Moraes, diante da tendência do plenário em apoiar o relator. Também deve ser analisado na quarta-feira pedido de Augusto Aras para suspender o inquérito. O procurador-geral da República está incomodado com o fato de não participar das investigações e quer saber o papel do Ministério Público no caso. O plenário deverá declarar que a PGR tem o direito de se manifestar ao fim das investigações, para opinar se será apresentada denúncia ou se o caso deve ser arquivado. Na operação da semana passada, foram feitas buscas e apreensões em endereços de 17 pessoas suspeitas de integrar uma rede de ataques a integrantes da Corte. O governo considerou a medida abusiva, o que deixou ainda mais delicada a relação do Supremo com o Planalto. Após as críticas sucessivas, Bolsonaro abaixou o tom, e emissários têm procurado integrantes do Supremo, como Moraes. Habeas corpus Toffoli também pautou para começar no dia 12 o julgamento de um habeas corpus ajuizado em nome do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele seja excluído do inquérito das fake news. O titular da Educação é alvo de apuração porque, na reunião ocorrida em 22 de abril no Palácio do Planalto, defendeu a prisão de ministros do Supremo, a quem chamou de “vagabundos”. O julgamento do habeas corpus será feito no plenário virtual, sistema eletrônico no qual os ministros postam seus votos ao longo de uma semana, sem a necessidade de debate. Já a ação da Rede será julgada por videoconferência, com debate entre os ministros.

Mãe de João Pedro quer justiça: “Noites que não consigo dormir”

Um bolinho, um churrasco com os amigos ou um passeio no shopping com direito a cinema com a família e colegas de sua idade. A programação de aniversário de João Pedro Matos envolvia um dia inteiro ao lado de quem o ama. No próximo dia 23, ele completaria 15 anos — e só não repetiria o ritual por causa da pandemia de coronavírus. A família de João Pedro, no entanto, tem a lembrança das comemorações atravessada por uma dor: no dia 18, completa-se um mês em que ele foi morto durante ação das Polícias Civil e da Polícia Federal em São Gonçalo (RJ). Segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que investiga o crime, o projétil entrou no corpo de João Pedro pela região torácica posterior —nas costas, na altura da axila direita, e ficou alojado no corpo do menino. Os policias civis alegam que ele foi baleado durante troca de tiros entre eles e traficantes; a família fala que o imóvel em que João Pedro estava foi invadido pelos agentes da corporação. O “caso João Pedro” ganhou repercussão mundial: até mesmo a atriz Viola Davis divulgou a petição que pede justiça pela morte do adolescente, atingido por uma bala do mesmo calibre do fuzil usado por policiais. No Rio, a morte de mais um jovem negro também gerou protesto nas ruas, no dia 31 de maio. Os manifestantes ergueram vozes e bandeiras para lembrar que “Vidas Negras Importam”. Em meio ao luto, Rafaela Coutinho Matos, mãe de João Pedro, conversou com Universa sobre a repercussão do caso e como o núcleo familiar — ela, o marido Neilton da Costa Pinto e a filha, Rebeca, de 4 anos — tem vivido a ausência de João. “Agora, a gente está nessa luta por Justiça. Focando um pouco nisso, tentando ficar tranquilo. Porque agora começam os depoimentos [do caso]”, diz. “E não que a luta traga ele de volta, mas vamos ter um alívio. Só um aliviozinho.” Na última vez que falou com ele, João Pedro pediu “Calma” A morte de João Pedro sensibilizou pessoas ao redor do mundo; no dia 18, família lembra um mês do crimeImagem: Reprodução/Twitter/@_danblaz “No dia do desaparecimento, eu estava em casa e ele na casa do primo, que é aqui perto. E já estava aflita, porque eu estava escutando barulho de helicóptero e ele estava dando muito tiro. Fiquei apreensiva. Além de ele estar lá, meu esposo e minha sogra estavam trabalhando em um quiosque — só que não conseguiram ir à casa por causa dos tiros. Minha cunhada estava mantendo contato com João [por troca de mensagens e áudios apresentada pelo Fantástico], e até orientou que caso alguém batesse lá, algum policial, era para que eles abrissem a porta, deixassem entrar. Eu mandei uma mensagem para ele, falando que eu estava preocupada. Ele falou para mim: “Fica calma, mãe, que meu tio já está vindo para cá”. E foi a última vez que eu falei com ele. Fui fazer uma oração. Orei bastante até conseguir falar com minha cunhada. Ela falou para eu me acalmar. Depois eu fiquei mandando mensagem, ligando para ele e ninguém me atendia. No finalzinho da tarde, quase escurecendo, meu esposo chegou aqui sendo carregado, porque ele é hipertenso. Foi aí que me deram a notícia de que João Pedro tinha sido baleado, mas que tinha sido socorrido por um helicóptero. E, então, pedi para minha sobrinha colocar nas redes sociais [que ele estava desaparecido] para gente saber para onde tinham levado. Foi aquela correria, juntou um mutirão de gente. Um procurou de um lado, outros procuraram de outro. Isso durou praticamente a noite toda, e só fomos saber no dia seguinte [os familiares encontraram o corpo de João Pedro, dezessete horas depois, no IML aqui de Tribobó, em São Gonçalo]. Os dias após a perda: “Noites em que não consigo dormir” “No dia 18, completa um mês do acontecido. De lá para cá, eu tenho vivido um dia de cada vez. Tem sido muito difícil, são noites que não consigo dormir, porque as lembranças vêm o todo tempo. Em tudo que eu vou fazer, nas coisas que eu lembro que ele gostava de fazer. João foi batizado na igreja que a família frequenta aos 12 anos; na foto, ao lado do pai, NeiltonImagem: Arquivo Pessoal Só Deus mesmo. Se não fosse Ele nas nossas vidas, a gente não conseguiria suportar tamanha dor. E o carinho de todos, as orações que têm sido feitas por nossas vidas também são importantes – aliás, o mundo inteiro tem orado pela minha família. Mas só Deus nos sustenta em pé para seguir em frente e recomeçar. Nós somos evangélicos, frequentamos a Igreja Congregacional Colina da Fé, perto da nossa casa mesmo. João Pedro também era. Ele foi batizado quando tinha 12 anos e a rotina dele era de casa para escola e igreja, e sempre junto comigo e com o pai. Nunca estava sozinho. Então, nós mantemos nossa fé firmada em Deus. Temos buscado refúgio Nele nesse momento de dor”. “O pai está calado. Agora, a gente está nessa luta por Justiça” Rafaela, Neilton e João Pedro há três anos, no aniversário da caçula RebecaImagem: Arquivo Pessoal Nós, familiares, e eu, enquanto mãe, não imaginávamos que teria toda essa repercussão. Não tem como dizer que a gente fica feliz com ela, porque não teremos nosso filho de volta. Mas no que ela ajuda é que não vai ser mais um caso que vai ficar impune. A gente acredita que Deus estando no controle, a justiça será feita. Eu vejo algumas coisas nas redes sociais, do que falam, apesar de tentar evitar isso e reportagens. Meu esposo, agora, está tentando ser forte. Até porque tem aquela ideia de que o homem tem que ser assim. Nesses últimos dias, porém, ele tem ficado mais calado, pensativo. Eu tento conversar com ele, falo para ele chorar, porque é bom colocar para fora o que está sentindo. Agora, a gente está nessa luta por justiça. Focando um pouco nisso, tentando ficar

“Desempregados” são presos por tráfico de drogas em Rio Verde

Dois homens, um de 26 anos, e outro, de 30 anos, suspeitos de tráfico de drogas foram presos na noite desta quarta-feira (3) na BR-060, em Rio Verde. Ambos foram abordados em fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em um VW Gol. Eles estavam voltando de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e seguiam rumo a Brasília, onde moram. No veículo, os agentes encontraram uma mochila no banco traseiro carregada com cerca de 20 kg de maconha. Eles alegaram aos policiais que trabalhavam como motoristas de aplicativo e estavam desempregados. Para o transporte da droga, receberiam R$ 4 mil. A dupla foi encaminhada à Central de Flagrantes de Rio Verde. Desempregado Na semana passada, outro homem preso com 325 kg também fazia a rota Mato Grosso do Sul / Brasília foi preso com maconha. Ele também afirmou aos policiais que estava desempregado.

Operação Tamoio, da PRF, apreende mais de 15 toneladas de drogas

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu mais de 15 toneladas de drogas na Operação Tamoio, realizada entre a última quinta-feira (28) e domingo (31) em estradas de todo o país e considerada a maior da história da corporação. Foram mobilizados 10.326 policiais para os trabalhos de fiscalização, que resultaram em 744 pessoas presas. O resultado foi comemorado nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, que fez um post nas redes sociais destacando o trabalho de inteligência. André Mendonça ✔@AmendoncaMJSP A maior operação da história da @PRFBrasil terminou com resultados expressivos, tirando de circulação armas, munições e drogas, além de recuperar veículos roubados. Seguimos firmes no combate ao crime organizado com policiamento qualificado e orientado por inteligência. “A maior operação da história da Polícia Rodoviária Federal terminou com resultados expressivos, tirando de circulação armas, munições e drogas, além de recuperar veículos roubados. Seguimos firmes no combate ao crime organizado com policiamento qualificado e orientado por inteligência”, afirmou. Bolsonaro acompanha a operação Tamoio em Abadiânia (GO) Polícia Rodoviária Federal/Divulgação A operação foi acompanhada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro André Mendonça, entre outras autoridades, que visitaram um dos pontos de atuação da PRF em Abadiânia (GO), no domingo (31). Com ações operacionais orientadas pela atividade de inteligência policial, a Operação Tamoio resultou na apreensão de 15,3 toneladas de maconha e 353 quilos de cocaína. A Tamoio superou, portanto, os resultados da Operação Tupã, realizada entre os dias 30 de abril de 2 de maio, quando foram apreendidas 10,7 toneladas de drogas. Além disso, foram apreendidos 715.390 maços de cigarro contrabandeados, 52 armas e 1.052 munições. A operação resultou ainda na recuperação 112 veículos com registro de roubo ou furto, possibilitando o reparo dos bens aos proprietários. Nome O nome “tamoio” vem do tupi-guarani “tamuía”, que significa o avô, o antepassado. A Confederação dos Tamoios foi uma aliança de tribos indígenas firmada com o objetivo de combater os portugueses e outras tribos que os apoiavam. A referência é em relação à aliança dos grupos especializados da PRF unidos nessa operação.